Ná Oliveira

Nutrição materno-infantil

Especialista em Nutrição Funcional aplicada à gestação e ao pós-parto

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Você se reconhece?

Quem chega até mim com esse objetivo raramente está no começo. Normalmente já fez muitos exames, ouviu que “está tudo normal” e continua sem resposta.

Tentando há quanto tempo? Veja quanto tempo é normal.

  • Tenta engravidar há meses, ou consegue engravidar e não consegue seguir com a gravidez
  • Fez bariátrica e a ferritina, a B12 ou a vitamina D não sobem, mesmo com suplemento
  • Intestino preso ou solto, gases, distensão ou candidíase de repetição
  • TPM forte, ciclo irregular, ansiedade, compulsão alimentar ou sono ruim
  • Já fez tratamento de fertilidade e quer chegar ao próximo com o corpo mais preparado
  • Endometriose ou dor pélvica forte na menstruação
  • Infecção urinária de repetição ou muitos antibióticos nos últimos anos
  • O parceiro nunca foi investigado além do espermograma

O meu trabalho começa antes da consulta

Casais com perdas ou tentativas longas chegam com anos de exames, biomarcadores e relatórios de tratamentos. Antes de conversarmos, eu leio e estudo tudo, cruzo os resultados com a sua história e chego à consulta com hipóteses, não com um questionário genérico.

É por isso que o acompanhamento não tem pressa nem fórmula: cada plano depende do que os seus exames mostram e do que ainda falta investigar.

O que você me envia antes

  • Todos os exames que já tem, mesmo os antigos
  • Relatórios de cirurgia e de tratamentos de fertilidade
  • Medicações e suplementos que usa ou já usou
  • Exames do parceiro, se houver
  • Um diário dos sintomas ao longo do ciclo, de 2 a 3 meses
  • Um questionário sobre alimentação, intestino, ciclo, sono e história das gestações

As cinco camadas que eu investigo

Dificuldade para engravidar e perdas de repetição raramente têm uma causa só. Por isso olho para várias camadas ao mesmo tempo.

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A cirurgia e as reservas de nutrientes

Depois do sleeve ou do bypass, o corpo absorve de outra forma. Ferro, B12, folato, vitamina D, cálcio, zinco, cobre, tiamina, vitaminas A e K e proteína podem ficar baixos mesmo com suplemento, e são justamente os nutrientes da formação do embrião e da placenta. A suplementação precisa partir dos exames e do que você come, não de uma lista pronta.

Uma meta-análise com mais de 14 mil gestações mostrou mais bebês pequenos para a idade gestacional depois da cirurgia, sobretudo depois do bypass (Akhter 2019).

Ler: Engravidar depois da bariátrica · Gestante bariátrica

O que eu olho

  • Técnica e tempo desde a cirurgia
  • Reservas e marcadores de absorção
  • Dumping e quedas de glicose depois das refeições
  • Proteína e volume possível por refeição
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Genética e coagulação

Algumas alterações interferem na circulação da placenta e aparecem na investigação de perdas de repetição, como anticorpos antifosfolípides, além do cariótipo do casal. Pergunto o que já foi investigado e leio os resultados com você, porque isso muda a forma como preparo o seu corpo. Pedidos e condutas médicas ficam com o seu médico.

A diretriz europeia de perda gestacional recorrente orienta quais exames têm evidência e quais não (ESHRE 2022).

Ler: Perdas gestacionais recorrentes

O que eu olho

  • O que já foi investigado e o que falta
  • MTHFR, folato e homocisteína no contexto certo
  • Diálogo com a sua equipe médica
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Metabolismo

Tiroide, glicemia, insulina, homocisteína e inflamação de baixo grau entram juntos na análise. Valores dentro da referência nem sempre significam valores bons para quem quer engravidar. Olho também para a exposição a disruptores endócrinos, substâncias de plásticos, embalagens e cosméticos que imitam ou bloqueiam hormônios.

A Endocrine Society reconhece efeitos de bisfenóis e ftalatos sobre a reprodução feminina e masculina (Gore 2015).

O que eu olho

  • Tiroide e autoimunidade
  • Glicemia, insulina e hemoglobina glicada
  • Homocisteína e marcadores inflamatórios
  • Plásticos, embalagens e cosméticos do dia a dia
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Intestino, boca e flora vaginal

A cirurgia muda a microbiota. Um intestino em desequilíbrio pode aumentar a inflamação do corpo todo e alterar o equilíbrio do estrogênio, pelo chamado estroboloma. O intestino também participa da ansiedade, do sono e da fome. Candidíase e infecção urinária de repetição também contam essa história: o intestino funciona como reservatório, a língua pode guardar Candida e antibióticos repetidos desequilibram o intestino e a flora vaginal. Olho ainda para a gengiva, uma área que quase ninguém investiga antes de uma gestação.

As bactérias intestinais com beta-glucuronidase reativam parte do estrogênio eliminado pelo fígado (Baker 2017). Mulheres com infecção urinária de repetição mostram intestino menos diverso e com E. coli como reservatório (Worby 2022).

Ler: Intestino e hormônios · Endometriose e intestino

O que eu olho

  • Hábito intestinal, gases e distensão
  • Candidíase e infecção urinária de repetição
  • Antibióticos usados nos últimos anos
  • Língua e gengiva, com avaliação do dentista
  • Sono, ansiedade e compulsão alimentar
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O parceiro

Metade do embrião vem dele, e a investigação das perdas muitas vezes olha só para a mulher. Um espermograma normal não descarta dano no DNA do espermatozoide, que se associa a perdas de repetição. Glicemia e insulina altas aumentam o estresse oxidativo. Como o espermatozoide leva cerca de três meses para se formar, dá tempo de melhorar.

Uma meta-análise associou a fragmentação do DNA espermático a perdas gestacionais de repetição (McQueen 2019).

Ler: Fertilidade masculina

O que eu olho

  • Glicemia, peso e estresse oxidativo
  • Alimentação, álcool, tabaco e sono
  • Exames que ele já tem

Como eu conduzo

  1. 1

    Estudo prévio

    Você me envia os exames e o questionário. Eu estudo tudo antes da consulta.

  2. 2

    Consulta

    Uma hora por vídeo, com o casal sempre que possível. Saímos com as hipóteses e com o que ainda precisa ser investigado.

  3. 3

    Preparação do casal

    Plano alimentar, suplementação a partir dos exames, cuidado com o intestino e com o metabolismo dos dois, com ajustes por mensagem entre consultas.

  4. 4

    Gestação e pós-parto

    Quando o positivo vem, continuo com você trimestre a trimestre, em diálogo com o seu obstetra.

Ver formatos e agendar

Antes de decidir

O meu médico disse que os meus exames estão normais. Faz sentido?

Faz. Um valor dentro da referência do laboratório nem sempre é um valor adequado para quem quer engravidar ou já teve perdas. Eu olho os resultados em conjunto e ao longo do tempo, não um a um.

Já passei por vários profissionais. O que muda aqui?

O estudo de todos os exames antes da consulta e o olhar em camadas: nutrientes, genética e coagulação, metabolismo, intestino e parceiro. Muitas vezes a resposta está na combinação, não num exame isolado.

Fiz a bariátrica há pouco tempo. Posso tentar engravidar?

A recomendação costuma ser esperar de 12 a 24 meses depois da cirurgia, período de maior perda de peso. Essa decisão é tomada com a sua equipe médica, e a preparação nutricional pode começar já. Veja Engravidar depois da bariátrica.

O meu marido precisa participar?

É muito recomendado. Metade do embrião vem dele, e o casal partilha hábitos e microrganismos. Cuidar dos dois ao mesmo tempo faz diferença.

A consulta online funciona para um caso complexo?

Sim. O que define a qualidade é o estudo dos exames e da história, e isso chega por envio digital. A consulta é por vídeo, com tempo para o casal.

Quanto custa?

O valor depende do formato e é enviado pelo WhatsApp antes de marcar, sem compromisso. Ele reflete as horas de estudo dos seus exames antes da consulta. Veja os formatos em Agendar.

Você garante a gravidez?

Não. Ninguém pode garantir. O meu trabalho é investigar o que pode estar atrapalhando e preparar o corpo do casal da melhor forma possível.

Quem conduz

Sou a Ná Oliveira, nutricionista materno-infantil (CRN-6 36003), especialista em Nutrição Funcional aplicada à gestação e ao pós-parto e em Gastroenterologia Funcional. Atendo poucos casais por vez para estudar cada caso com tempo.

Conhecer a minha história

Vamos olhar para a sua história com calma?

Conte em que ponto você está. Eu respondo pessoalmente com o formato, o valor e os próximos passos.

Referências

  1. Akhter Z et al. Pregnancy after bariatric surgery and adverse perinatal outcomes: a systematic review and meta-analysis. PLoS Med. 2019;16(8):e1002866.
  2. Shawe J et al. Pregnancy after bariatric surgery: consensus recommendations for periconception, antenatal and postnatal care. Obes Rev. 2019;20(11):1507-22.
  3. ESHRE Guideline Group on RPL. ESHRE guideline: recurrent pregnancy loss: an update in 2022. Hum Reprod Open. 2023;2023(1):hoad002.
  4. Baker JM, Al-Nakkash L, Herbst-Kralovetz MM. Estrogen-gut microbiome axis: physiological and clinical implications. Maturitas. 2017;103:45-53.
  5. Gore AC et al. EDC-2: The Endocrine Society’s second scientific statement on endocrine-disrupting chemicals. Endocr Rev. 2015;36(6):E1-E150.
  6. Worby CJ et al. Longitudinal multi-omics analyses link gut microbiome dysbiosis with recurrent urinary tract infections in women. Nat Microbiol. 2022;7(5):630-9.
  7. McQueen DB, Zhang J, Robins JC. Sperm DNA fragmentation and recurrent pregnancy loss: a systematic review and meta-analysis. Fertil Steril. 2019;112(1):54-60.

Conteúdo educativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento individual. A investigação médica de infertilidade e de perdas gestacionais, incluindo exames genéticos e de coagulação, é feita pelo médico assistente. Decisões sobre medicamentos são do médico. Em caso de sangramento ou dor na gestação, procure atendimento médico imediato.